Autores diversos

Estou disponibilizando um exercício criado por mim, bastante interessante para quem gosta de uma boa meditação:

Marcelo Sette Câmara – Espiral de Poder


Abaixo tem alguns autores com parte de suas histórias e publicações.

Aleister Crowley

Nome completo: Edward Alexander Crowley

Pseudônimo: Aleister Crowley

Nascimento: 12 de outubro de 1875, Royal Leamington Spa, Warwickshire, Inglaterra

Morte: 1 de dezembro de 1947 (72 anos), Hastings, East Sussex, Inglaterra

Nacionalidade: Britânico

Ocupação: Ocultista, escritor, montanhista, poeta e iogue

Aleister Crowley, ou Edward Alexander Crowley, foi um membro da Ordem Hermética da Aurora Dourada e influente ocultista britânico, responsável pela fundação de uma doutrina (ou filosofia, dependendo do ponto de vista) que batizou de Thelema. Ele foi o co-fundador da A∴A∴ e, mais tarde, um líder da O.T.O. Atualmente, é mais conhecido como autor de obras sobre magia e misticismo, dentre eles o Livro da Lei, que tornou-se a escritura sagrada principal dos thelemitas, e doutros tratados sobre diversos assuntos esotéricos como a cabala e o tarô.

Crowley também era poeta, mago, escritor, hedonista, e crítico social. Em muitas de suas façanhas, buscava “ir contra os valores morais e religiosos do seu tempo”, defendendo a liberdade individual e espiritual baseada no principal lema thelêmico: “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”. Por isso, ganhou imensa notoriedade em vida, e foi tachado pela imprensa britânica como “The wickedest man in the world” (algo como “O homem mais ímpio do mundo”. Além das atividades esotéricas, era também um premiado enxadrista, alpinista, poeta, dramaturgo, artista e novelista. Em 2001, uma enquete da BBC descrevia Crowley como sendo o septuagésimo terceiro maior britânico de todos os tempos, por influenciar e ser referenciado por numerosos escritores, músicos e cineastas, incluindo Jimmy Page, Alan Moore, Bruce Dickinson, Raul Seixas, Marilyn Manson, Kenneth Anger, David Bowie, Fernando Pessoa e Ozzy Osbourne. Ele também foi citado como influência principal de muitos grupos e indivíduos influentes do esoterismo ocidental da posteridade, incluindo vultos como Kenneth Grant e Gerald Gardner.

Livros

Aleister Crowley – Estela da revelação

Aleister Crowley – O advento do aeon de Horus

Aleister Crowley – O livro da lei

Aleister Crowley – O livro das mentiras

Aleister Crowley – Sobre magia negra


Dion Fortune

Nome completo: Violet Mary Firth Evans

Pseudônimo: Dion Fortune

Nascimento: 06 de dezembro de 1890, Gales, Reino Unido

Morte: 08 de janeiro de 1946 (55 anos, Reino Unido

Nacionalidade: Galesa

Ocupação: Ocultista, escritora e psicóloga

Nasceu em Bryn-y-Bia (Llandudno, Gales), e cresceu no seio de uma família onde se praticava, rigorosamente, a Ciência Cristã. Por volta de 1910, após sofrer uma crise nervosa, que foi por ela explicada como resultado de uma “agressão mágica”, rompeu sua Aura e abalou sua saúde, fazendo com que se interessasse pelo Ocultismo. Em 1919, foi iniciada no Templo “Alpha e Ômega”, da Ordem Hermética da Aurora Dourada, a Golden Dawn, onde adotou o nome-mágico de “Dion Fortune”, inspirado no lema de sua família: “Deo, non fortuna” (Deus, não o destino). Ao mesmo tempo, estudou Psicologia e Psicanálise na Universidade de Londres, onde se formou, passando a trabalhar como psicoterapeuta na Clínica Médico-Psicológica de Brunswick Square.

Escreveu uma série de romances e contos que explora vários aspectos da Magia e do Misticismo, incluindo “The Secrets of Dr. Taverner”, uma coletânea de contos baseados em suas experiências com seu Mestre, o Magista Maçon Irlandês, Theodore Moriarty. De suas obras de não-ficção sobre temas mágicos, as mais lembradas são: “A Doutrina Cósmica”, que pretende ser um somatório de seus ensinamentos básicos sobre o Misticismo, “Cabala Mística”, considerada sua obra-prima, e “Autodefesa Psíquica”, que ensina como se proteger de ataques mágicos.

Em 1922, deixou a loja “Alpha e Ômega” e, junto com o marido, Penry Evans, fundou a “Fraternidade da Luz Interior”, mais tarde renomeada como “Sociedade da Luz Interior”, à qual se dedicou pelo resto de sua vida. Dion Fortune alegou ter participado do “Magical Battle of Britain”, que seria uma tentativa de ocultistas britânicos para ajudar, magicamente, o esforço de guerra, visando impedir a iminente invasão alemã, durante os dias mais sombrios da Segunda Guerra Mundial. Seus esforços nesse sentido estão registrados em uma série de cartas, escritas na época. Morreu em 1946, de Leucemia.

Livro

Dion Fortune – Autodefesa psíquica

Dion Fortune – A Cabala Mística


Éliphas Lévi

Nome completo: Alphonse Louis Constant

Pseudônimo: Éliphas Lévi

Nascimento: 8 de fevereiro de 1810, Paris

Morte: 31 de maio de 1875 (65 anos)

Nacionalidade: Francês

Ocupação: Escritor, ocultista e mago cerimonialista.

Como ocultista, buscava ter seu nome mágico “Éliphas Lévi” com origem hebraica para ser associado a outros cabalistas já famosos em sua época. Usava seu pseudónimo para publicação de seus livros. Considerado por muitos como o maior ocultista do século XIX, era filho de um modesto sapateiro e tinha uma irmã, Paulina-Louise, quatro anos mais velha. Desde sua infância demonstrava seu talento para o desenho, e seus pais o introduziram ao ensinamento religioso. Aos dez anos ingressou na comunidade do presbitério da Igreja de Saint-Louis, em Lille, onde aprendeu o catecismo com o seu primeiro mestre, o abade Hubault, que tinha por hábito selecionar os garotos mais inteligentes. Assim, Eliphas Levi foi encaminhado por Hubault ao seminário de Saint-Nicolas Du Chardonnet, para concluir seus estudos preparatórios. A vida familiar para ele havia acabado neste momento. No seminário, teve a oportunidade de aprofundar-se nos estudos da filologia, e quando completou dezoito anos estava apto a ler a Bíblia no seu contexto original.

Em 1830, foi transferido para o seminário de Issy para estudar filosofia. Dois anos depois, ingressou em Saint-Sulpice para estudar teologia. No tempo que esteve em Issy escreveu seu primeiro drama bíblico, Nemrod. No seminário de Saint-Sulpice criou seus primeiros poemas religiosos, considerados de demasiada beleza. Foi ordenado diácono em 19 de dezembro de 1835. Em maio de 1836, teria sido ordenado sacerdote, se não tivesse confessado ao seu superior o amor por Adelle Allenbach, que fez sua primeira comunhão com ele. Suas convicções receberam um choque tão grande, que Levi sentiu-se jogado fora da carreira eclesiástica. Como resultado da publicação de alguns escritos de sua Bíblia da liberdade, foi preso por oito meses, tendo ainda que pagar uma multa de 300 francos com a acusação de profanar o santuário da religião e de atentar contra as bases que sustentam a sociedade espalhando o ódio e a insubordinação. Depois do constrangimento e tantos parênteses em sua vida, quando estava preso, teve contato com os estudos de Swedenborg. Segundo Eliphas mesmo afirmava, tais escritos não contêm toda a verdade, mas conduzem os neófitos com segurança em uma senda esotérica, tendo assim seu início nesse caminho.

Livros

Eliphas Levi – A cabala

Eliphas Levi – A chave dos grandes mistérios

Eliphas Levi – A ciência dos espíritos

Eliphas Levi – Clavículas de Salomon

Eliphas Levi – Curso de filosofia oculta

Eliphas Levi – Dogma e ritual de alta magia

Eliphas Levi – O grande arcano do ocultismo revelado

Eliphas Levi – O livro dos sábios

Eliphas Levi – O segredo terrível

Eliphas Levi – Resumo do grande arcano


Franz Bardon

Nome completo: František Bardon

Pseudônimo: Franz Bardon

Nascimento: 1 de dezembro de 1909, Opava

Morte: 10 de julho de 1958 (48 anos), Brno, de pancreatite

Nacionalidade: República Tcheca

Ocupação: Escritor, ocultista

Franz Bardon, também chamado Frabato e Meister Arion, foi um mago de palco, naturopata, grafólogo, professor e estudante de magia, mas é mais conhecido por ter escrito três volumes científicos sobre o Hermetismo prático: Der Weg zum wahren Adepten (O Caminho do Verdadeiro Adepto), Die Praxis der magischen Evokation (A Prática da Evocação Mágica) (abrev.: PEM) e Der Schlüssel zur wahren Quabbalah (A Chave para a Verdadeira Quabbalah) (abrev.: CVQ). Apenas poucas referências a seu respeito são encontradas em seus trabalhos (normalmente relatos de como ele próprio testou determinados experimentos ou rituais e os resultados obtidos). Com menor quantidade de informação a respeito da pessoa de Bardon, pois ao contrário de outros grandes nomes do ocultismo, buscava sempre não criar uma lenda ao redor de si mesmo. O resultado disto parece ter sido o oposto ao desejado por Bardon e sua vida acabou sendo recheada de lendas, que jamais poderão ser negadas ou comprovadas, e histórias místicas que beiram o incrível.

Nascido em Opava (em alemão, Troppau), mesma terra do botânico Gregor Mendel, na República Tcheca, foi o primeiro de treze filhos, apenas quatro deles chegando à idade adulta. O pai de Franz, Victor, trabalhava numa fábrica de ferramentas e, nas horas de lazer, dedicava-se ao estudo do Hermetismo, e sobre sua mãe, Hédrodkova, nada se sabe. Franz frequentou a escola primária e estagiou profissionalmente numa fábrica como serralheiro-reparador de máquinas. Mais ou menos nessa época, provavelmente entre 14 e 20 anos, diz seu filho Lumir, Bardon transformou-se totalmente, mostrando capacidades de clarividência e mudança total de caráter, como se fosse outra pessoa. Diz-se que um espírito passou a ocupar o corpo físico do jovem Franz Bardon. Bardon fala sobre tal transformação em A Prática da Evocação Mágica: “(…) Acontece, algumas vezes, que pessoas que já alcançaram um alto nível de perfeição na Terra são capazes de continuar seu desenvolvimento espiritual no mundo astral até a perfeição, mas essas pessoas são selecionadas pela Providência Divina a cumprir uma ou mais missões na Terra. Tais líderes espirituais são, portanto, magos ou iniciados de nascença, que, em certa parte do desenvolvimento de seus corpos físicos (geralmente pouco após a puberdade) tornam-se, de repente, conscientes de seu estado, de seu grau de desenvolvimento espiritual, e só precisam de pouco mais experiência para se tornarem maduros o suficiente para sua missão divina”. Bardon começou a usar suas habilidades mágicas nessa época, passando a ser conhecido por Frabato, uma abreviação de Franz (Fra) Bardon (Ba) Troppau (em alemão) (T) – Opava (em tcheco) (O).

Começou a fazer demonstrações públicas de magia e de princípios herméticos em vários pontos do país. Foi nessa época em que começou a aceitar estudantes, como o Dr. M.K., com apenas 16 anos. Iniciava alguns até além da terceira carta de tarô, e também se correspondia com muitos discípulos em outras partes do mundo. Fazia hipnose, lia cartas dentro de envelopes lacrados, localizava objetos escondidos, entre outras coisas. Comprou motos e carros, indo frequentemente aos campos para buscar ervas especiais. Durante essa época, atendia pessoas pedindo ajuda, prevendo o futuro, contribuindo à busca de exilados da Guerra e achando os corpos de pessoas afogadas usando, como ponto de auxílio, fotografias. Também, na cozinha de sua casa, mantinha um laboratório no qual fazia remédios e elixires alquímicos.

Formou-se como naturopata e daí vem sua grande influência em condensadores fluídicos, ervas e medicamentos naturais. Ditou, com a ajuda de uma de suas discípulas em Praga, Otti Votavova, os quatro primeiros volumes científicos dos cinco que pretendera escrever. O quarto, O Livro de Ouro da Sabedoria, já estava pronto, mas foi confiscado e destruído completamente pelos oficiais do Governo. O quinto livro de Bardon, relativo à quinta carta de tarô, era relacionado à Alquimia. Bardon foi preso sob acusação de charlatanismo e foi obrigado a fazer trabalhos forçados. Depois, foi preso de novo em 26 de março de 1958, sob a acusação de preparação de drogas ilegais. Se essa prisão foi apenas um pretexto para outra coisa, como dizem as teorias sobre Adolf Hitler e a Loja 99, não sabemos até hoje. Não sabemos também o porquê de ter morrido de, provavelmente, inflamação no pâncreas, após comer um pedaço de presunto defumado que sua própria esposa preparou. Isso aconteceu no dia 10 de julho de 1958. Há muitas teorias sobre sua morte, desde a de que envenenaram esse presunto defumado até a de ele ter se suicidado.

As obras de Franz Bardon constituem um sistema de magia bastante completo, totalmente científico e racional. Suas obras dão especial ênfase à prática, visando à obtenção de resultados tangíveis e observáveis, além de serem claras, completas e sérias, retratando assim um autor honesto, competente e cuidadoso. Seu sistema é isento de ideologias ou conceitos religiosos, sendo adequado a todos os estudiosos de quaisquer religiões. Magia Prática – O Caminho do Adepto (Título original em inglês: “Initiation into Hermetics” ou “Iniciação ao Hermetismo”) – Publicado em 1956 e lançado no Brasil pela Editora Ground, é a única obra de Bardon disponível em português. Um verdadeiro clássico do Hermetismo, esse livro é divido em uma parte teórica e uma parte prática. A Prática de Magia Evocatória – A continuação de “Iniciação ao Hermetismo”. Nesta obra, Bardon explica passo-a-passo a teoria e a prática da Evocação Mágica. Explica como um Mago evoca entidades dogmáticas, como anjos e espíritos das esferas planetárias de nosso Sistema Solar, também evocam entidades pragmáticas, como demônios e gênios. A Chave para a Verdadeira Quabbalah – No terceiro livro de Bardon, publicado em 1957, Bardon ensina o mistério do misticismo das letras e números da Verdadeira Quabbalah (aqui, no caso, não se trata da Kabbalah Judaica, e sim da Quabbalah Hermética).

Frabato, O Mago – Embora escrito na forma de um livro de ficção, na verdade trata-se de uma autobiografia de Franz Bardon. Nessa obra, o Mago Frabato, (na verdade o próprio Bardon) conta sua história na Alemanha na década de 1930, fala de sua batalha com Magos Negros, revela as forças ocultas que causaram a ascensão do Terceiro Reich, e nos conta ainda o começo da missão espiritual que culminaria com a criação da trilogia de livros sobre Hermetismo. Perguntas e Respostas – Uma obra póstuma, na qual discípulos de Bardon compilaram sob a forma de perguntas e respostas anotações de ensinamentos orais que foram transmitidos pelo Mestre aos seus discípulos em vida.

Bardon postulava um modelo de universo obtido através de sua interpretação das teorias orientais, tais como o hinduísmo e o taoismo. Seus fluidos “magnético” e “elétrico”, atuando complementarmente, remetem ao Yin e ao Yang. E, mesmo possuindo conceitos diferentes das forças físicas de mesmo nome, guardam, ainda, uma certa proximidade das mesmas. O “magnetismo” seria uma força negativa, de emanações azuladas; a “eletricidade” seria uma força positiva e de emanações avermelhadas. Em “Iniciação ao Hermetismo”, ele refere-se às forças “OR” e “OB”. Possivelmente tais significam o Vermelho (OR = “Odyle Rot”) e o Azul (OB = “Odyle Blau”), ou seja, as forças “elétrica” e “magnética”. Uma outra possibilidade seria uma referência às forças OD e OB de Éliphas Lévi. O conceito de OD ou Odyle foi utilizado por Carl Reichenbach, anteriormente, em meados do século XIX. Até hoje, veem-se resquícios deste pensamento no hábito de se pintar o polo negativo de um magneto de azul e o positivo de vermelho (dizia-se serem estas as cores vistas por sensitivos ao observarem um ímã). Originalmente, Bardon referia-se também por vezes a este conceito como “Energia Vital” (“lebenskraft”). Segundo ele, cada parte do corpo era governada por uma destas formas de energia e o desequilíbrio de uma parte do corpo resultava do desequilíbrio entre essas energias.

Elementos – Franz Bardon

Na visão de Bardon o mundo era composto dos Quatro Elementos clássicos (Fogo, Ar, Terra e água) unidos ao Akasha (a Quintessência). Mantinha relativamente as mesmas atribuições para cada um destes elementos que as utilizadas por outros sistemas. Considerava que um mago deveria tornar-se um mestre na manipulação destes Elementos e só assim poderia alcançar os resultados mágicos desejados, através da harmonização e do controle dos mesmos, principalmente dentro de si próprio. Alegava a superioridade do Homem sobre todos os espíritos, demônios e anjos pois apenas o Ser Humano era composto dos Quatro Elementos. Todos os outros seres espirituais, por sua vez, compunham-se de um ou, no máximo, dois e raramente três destes. Chegava a alertar seus discípulos que se acautelassem no trato com estas criaturas, cujo principal objetivo seria capturar a parte da alma Humana que lhes faltava. Dizia também que tudo podia ser alcançado através de um cuidadoso trabalho com os elementos e que o Akasha não deveria ser acumulado em “molduras mentais” e sim devolvido ao Universo pois a própria mente era uma forma deste Princípio Quintessencial e não deveria moldar-se em padrões rígidos.

Este equilíbrio entre os princípios elementais dentro do próprio estudante era para Bardon a base de todo o trabalho mágico. Ninguém que estivesse em desequilíbrio, seja pela falta ou pelo excesso de um dos elementos, poderia conseguir um sucesso significativo em seus experimentos. Outra assertiva sua era de que, uma vez iniciado um processo, o estudante deveria diligentemente segui-lo passo a passo, sem pular nenhuma das sessões de treinamento. Era necessário o absoluto domínio de cada passo antes de se passar para o seguinte. O registro acurado de um diário mágico era também considerado imprescindível. Apenas através dele, seria possível, ao estudante, repetir experimentos bem-sucedidos e evitar erros passados. Bardon dividiu o progresso dos estudos mágicos em dez Graus. Seguem explicações rápidas de alguns dos exercícios e práticas mágicas desses Graus:

Autoanálise e Exercícios Básicos

O estudante deveria trabalhar diligentemente na compreensão de si mesmo e na harmonização dos Quatro Elementos em si próprio antes de buscar qualquer outro tipo de trabalho ocultista. Eram prescritas várias semanas de uma auto-observação minuciosa, honesta e imparcial, com registro de todas as descobertas, positivas ou negativas. O estudante deveria classificar-se em cada um dos quatro Elementos para descobrir onde estavam seus desequilíbrios. Exercícios similares classificavam suas falhas e outros, suas virtudes. A partir do momento em que os Quatro Elementos estivessem devidamente balanceados e controlados, o estudante não poderia permitir-se cair novamente em desequilíbrio ou manter quaisquer obsessões que bloqueassem sua eficácia ou gerassem pontos de fraqueza em si.

Concentração Intermediária e Respiração

O passo seguinte era reforçar no estudante a capacidade de concentração e o domínio de técnicas de respiração e auto-sugestão. Dizia ser esta a chave secreta para o subconsciente humano. Bardon separava a respiração em duas formas, a pulmonar (normal) e a cutânea. Acreditava na capacidade de se controlar esta segunda através da prática, combinando-a com a pulmonar normal. O objetivo era a inspiração dos Quatro Elementos.

Exercícios Avançados de Visualização e de Manipulação dos Elementos

Aqui o estudante aprendia a alcançar estados de intensa concentração e à visualização de objetos de formas cada vez mais complexo bem como a “inalação” dos Elementos para dentro do corpo. Era também ensinada ao estudante a preparação e “carga” de talismãs, aposentos, objetos de proteção, cura e outros.

Acumulação dos Elementos e Rituais

Estando o estudante perfeitamente equilibrado em relação aos Quatro Elementos, passava-se ao domínio das técnicas de sua acumulação e concentração no próprio corpo. No conceito de Bardon, os rituais eram complexos mnemônicos, baseados em fórmulas verbais e gestuais e de visualização, utilizados para a manipulação das energias elementais. Uma vez que estes já estivessem dominados, bastaria um simples gesto ou fórmula silenciosa para que seu objetivo fosse cumprido.

Transposição de Consciência e Levitação (Limitada a Certas Regiões do Corpo)

Este passo consistia em uma série de exercícios destinados à preparação do estudante para a levitação física e astral em certas partes do corpo, além dos processos de viagem astral. Estes serviam como uma base para todos os processos de comunicação com as entidades astrais, passivamente. A comunicação ativa só viria nos graus posteriores.

Apresentação às Entidades Astrais e Viagem Astral

Mais do que a pura viagem astral ou o contato com entidades astrais, esta parte do treinamento capacitava o estudante à criação de entidades não-físicas para seu uso. É também feito um alerta quanto à criação não intencional das mesmas, que poderiam atacar e parasitar o seu criador.

Desenvolvimento da Percepção Extrassensorial e Criação de Elementares

Bardon dava, ao estudante, instruções, e indicava a instrumentação necessária para o desenvolvimento de habilidades extrassensoriais tais como a clarividência, a clariaudiência e outros. Discutia, também, a vitalização de estátuas e de imagens.

Condensadores Fluídicos

Neste ponto, o estudante era instruído na construção de um instrumental mágico que lhe permitisse concentrar, armazenar e manipular os fluidos “magnético” e “elétrico”, bem como os outros Elementos e a Energia Vital. Eram dadas instruções precisas de sua confecção, carga e utilização.

Espelhos Mágicos para Viagens Astrais e Cura

Segundo Bardon, os espelhos mágicos (dentre os quais, classificava as bolas de cristal) eram instrumentos valiosos em muitos experimentos de percepção extrassensorial. Tais instrumentos eram listados e explicados em seu uso. Ensinava-se, também, o tratamento de doenças através dos fluidos “magnético” e “elétrico”, além da carga mágica de talismãs, amuletos e pedras preciosas.

Elevação do Espírito a Níveis Superiores

A parte final do caminho mágico de Bardon eram as diversas formas pelas quais um estudante poderia elevar suas qualidades espirituais. Dentre outros tópicos, eram discutidas práticas tais como a levitação, produção de fenômenos naturais, sugestão e hipnose, psicometria e impregnação de ambientes com um elemento ou uma energia à distância.

Livros

Franz Bardon – O caminho do verdadeiro adepto

Franz Bardon – Guia de evocação mágica

Franz Bardon – Magia pratica – Iniciação ao hermetismo


Gerald Gardner

Nome completo: Gerald Brousseau Gardner

Pseudônimo: Gerald Gardner

Nascimento: 13 de junho de 1884, Blundellsands, Inglaterra

Morte: 12 de fevereiro de 1964 (79 anos)

Nacionalidade: Britânica

Ocupação: Funcionário público, escritor, arqueólogo amador e antropólogo amador, ocultista

Gardner nasceu na cidade de Blundellsands, no condado de Lancashire, perto de Liverpool, Inglaterra, numa família de classe média, sendo um de quatro irmãos e tendo vivido com dois deles, Bob e Douglas. A família tinha um negócio chamado Joseph Gardner & Sons, o importador de madeira mais antigo e importante do Império Britânico, e tinham origem escocesa. Os Gardners tinham ao seu serviço uma enfermeira irlandesa chamada Josephine “Com” McCombie, que estava encarregada de cuidar do jovem Gardner, que sofria de asma desde cedo. Sua enfermeira ofereceu-se para levá-lo para climas mais temperados às custas do seu pai. Iniciaram suas viagens em 1891, começando pelas Ilhas Canárias, tendo ido depois para Accra (capital de Gana), seguindo para a Ilha da Madeira. De acordo com o biografo oficial de Gardner, J.C. Bracelin, Com gostava bastante de namoriscar e as suas viagens eram principalmente de “caça ao homem”.

Em 1900, Com casou com David Elkington, um homem afortunado do Ceilão (atual Sri Lanka), e concordaram com os Gardners que Gerald iria viver com ela numa plantação de chá, chamada Ladbroke Estate. Em 1905, Gardner voltou para Inglaterra para uma visita durante a qual passou algum tempo com uns familiares, os Surgensons, que foi quando começou a ter contacto com o oculto. Descobriu através de um rumor na família que o seu avô, Joseph, praticava bruxaria, e que, em 1610, um outro antepassado escocês, Grissell Gairdner, foi queimado por prática de bruxaria, em Newburgh. Gerald ficou em Ceilão até 1908 quando decidiu mudar-se, primeiro para Singapura e depois para Borneo. Em 1908 tornou-se num plantador de borracha, primeiro em Borneo e depois na Malásia. Em Borneo tornou-se amigo de muitas tribos locais, tornando-se numa antropólogo amador e fascinado pelas suas armas, como também pelas suas crenças no politeísmo e espiritualidade.

Em 1923 tomou algumas posições de serviço civil como inspetor na Malásia. Em 1936, com 52 anos, regressou à Inglaterra. Publicou o texto autoritário Keris and other Malay Weapons (Keris e Outras Armas Malaias), em 1936, baseado na pesquisa sobre armas no sul Asiático e práticas de magia. Também adotou o naturismo e aprofundou o interesse pelo oculto. Aqueles que o conheciam no movimento pagão moderno, como Doreen Valiente, dizem que era um forte adepto da terapia através do sol. Gardner publicou entretanto dois trabalhos de ficção: A Goddess Arrives (Uma Deusa Chega), em 1939, e High Magic’s Aid (Auxílio em Alta Magia), em 1949. Estes trabalhos foram seguidos de trabalhos já de investigação, e portanto factuais: A Bruxaria Hoje (1954) e O Significado da Bruxaria (1959). Gardner foi casado com uma mulher de nome Donna durante 33 anos, mas ela nunca fez parte das atividades neo-pagãs do marido. Em 1964, depois de sofrer de um ataque cardíaco, Gardner morreu a bordo de um navio que regressava do Líbano. Foi enterrado na Tunísia.

Gardner afirmava ter sido iniciado em 1939 numa tradição de bruxaria religiosa que ele acreditava ser uma continuação do Paganismo Europeu. Doreen Valiente mais tarde identificou aquela que iniciou Gardner como sendo Dorothy Clutterbuck no livro A Witches’ Bible (A Bíblia de Uma Bruxa), escrito por Janet e Stewart Farrar em 2002. Esta identificação foi baseada em referências que Valiente se lembrava de Gardner fazer a uma mulher a quem ele chamava de “Old Dorothy”. Ronald Hutton diz, no entanto, no livro Triumph of the Moon (Triunfo da Lua), que a Tradição Gardneriana era largamente inspirada em membros da Ordem Rosacruz de Crotona e especialmente por uma mulher conhecida pelo nome mágico de “Dafo”. O Dr. Leo Ruickbie, no livro Witchcraft Out of the Shadows (Bruxaria Fora das Sombras), 2004, analisou as evidências documentais e concluiu que Aleister Crowley teve um papel crucial ao inspirar Gardner a criar uma nova religião pagã.

Ruickbie, Hutton e outros também discutem a hipótese de muito do que foi publicado sobre a Gardnerian Wicca, como a prática de Gardner se tornou conhecida, ter sido escrito por Doreen Valiente e Aleister Crowley. O que se sabe é que ele fez a Bruxaria Wicca (principal caminho Neo-Pagão da atualidade) ser reconhecida como uma legítima Religião, e tendo feito apenas algumas atualizações e adaptações no que ele acreditava ser a “Antiga Religião” ao mundo moderno para isto. As fontes de sua crença são desconhecidas e por isso muitos defendem que parte importante delas é fruto da criatividade de seu codificador.

Gardner, nos dois livros sobre o assunto, refere-se à bruxaria como “Wicca”, ou “A Arte”. Em Inglês Arcaico, “Wicca” é um nome relativamente obscuro, masculino, derivado do Latim “ariolus”, i.e., “mago”, enquanto “Wicce” é o feminino equivalente, derivado do Latim “phitonissa”, i.e., “o possesso; como em Pythia”. O uso histórico da palavra “Wicca” como um tipo de religião não é etimologicamente possível. O termo verbal, em Inglês “wiccan”, e que significa “praticar bruxaria”, não aparece no material escrito por Gardner, e não é usado tipicamente na literatura sobre este movimento religioso. Ele utilizou esta palavra porque em épocas remotas os “Bruxos” eram chamados as vezes por “wiccas” , os sábios.

Livros

Gerald Gardner – A bruxaria hoje


Scott Cunningham

Nome completo: Scott Douglas Cunningham

Pseudônimo: Scott Cunningham

Nascimento: 27 de junho de 1956, Royal Oak, Estados Unidos

Morte: 28 de março de 1993 (36 anos), San Diego, Estados Unidos

Nacionalidade: Norte-americano

Ocupação: Escritor

Scott Douglas Cunningham foi um escritor norte-americano. Cunningham escreveu mais de 50 livros abrangendo o campo de religiosidade, bruxaria e prática de magia, sendo que 16 de seus livros foram publicados pela editora americana Llewllyn Publications. Os livros de Scott refletem um amplo leque de interesses dentro da Nova Era, onde foi considerado um dos maiores expoentes da Magia Wicca. Após um longo período de doença, Scott faleceu em 28 de março de 1993.

Livros

Scott Cunningham – Enciclopédia de ervas magicas

Scott Cunningham – Enciclopédia de cristais pedras preciosas e metais

Scott cunningham – A verdade sobre a bruxaria moderna

Scott cunningham – Guia essencial da bruxa solitária


Parte das informações acima foram tiradas da Wikipedia