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Sonhos

Marcelo Sette Câmara

Todas as pessoas sonham, mesmo aquelas que acham que não. Eles são, na sua maioria, uma válvula de escape para as atribulações diárias, e, muitas vezes, expressam os desejos que temos durante o dia. Você deve se lembrar de, durante algum momento do dia, ter conversado com alguém, ou mesmo visto em uma propaganda um objeto de desejo, como um carro por exemplo, e à noite sonhar que o ganhava de alguma forma. Essa é uma das maneiras que nosso inconsciente encontra para nos mandar mensagens ou simplesmente para se aliviar. Porém existem diversos tipos de sonhos. Existem aqueles que nos mostram o que aconteceu durante o dia, aqueles que nosso subconsciente captou e nosso consciente não, os que querem nos passar mensagens específicas de algo que precisamos aprender, e aqueles que são chamados de premonitórios.

De acordo com a psicanálise, Freud dividiu os sonhos em dois conteúdos básicos, o conteúdo manifesto, que é aquele que se apresenta simplesmente como é, sem margem para interpretações, e o conteúdo latente, que possui um sentido que se encontra escondido nas imagens, e que são passíveis de uma interpretação através de uma análise mais profunda. Ambos são basicamente as ideias que se encontram no subconsciente de cada um, e são demonstrações de um mesmo fato dito em linguagens e níveis diferentes. Segundo Freud, existem cinco fases que são determinantes para se ter um sonho:

  • A condensação,
  • A dramatização,
  • O simbolismo,
  • O deslocamento e
  • A elaboração secundária.

A condensação é o processo onde o conteúdo latente se expressa sinteticamente. Segundo Freud, “O sonho é breve, lacônico, pobre, quando comparado à amplitude e à riqueza das ideias oníricas latentes”.

A dramatização é o processo onde os conceituais são substituídos por imagens visuais. Graças a ela, o sonho não se constrói à base de palavras e quando elas aparecem, são irrelevantes no contexto geral.

A simbolização parte do concreto para o concreto, da imagem para outra imagem. É um processo constante e universal. Para Freud, a simbolização depende da censura.

O deslocamento é o processo onde a carga efetiva se destaca do seu objeto normal para fixar-se num objeto acessório. Com isso, o objeto se converte em objeto neutro.

A elaboração secundária é o processo onde o sonho, à medida que se aproxima o despertar, vai trazendo para o consciente a lógica, mesmo que superficial, que tem o objetivo de preparar a pessoa para a realidade que virá.

Caso deseje se aprofundar na parte psicológica dos sonhos, busque maiores informações sobre Freud ou acesse os sites abaixo como referência:

https://psicologado.com.br/abordagens/psicanalise/os-sonhos-na-concepcao-de-freud

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hermen%C3%AAutica

Para nosso estudo vamos nos focar no tipo de sonho premonitório. Todas as pessoas, mesmo as chamadas comuns, já tiveram alguma vez um sonho desse tipo. Quando se fala em sonho premonitório, imediatamente se pensa em prever o futuro, para que se mude algo que pode vir a ser muito importante para sua vida. Porém um dos objetivos de quem estuda a Arte, é aprender técnicas onde se pode ter esse tipo de sonhos de forma natural. Mas acredite que os sonhos premonitórios e reveladores sempre acontecem quando se tem um motivo específico, e normalmente vem como aviso para algo que pode vir a acontecer.

Como visto anteriormente, os sonhos não são exatos, portanto não mostram os fatos de forma clara e precisa. Na maioria das vezes falta um detalhe ou mostra uma imagem que precisa ser interpretada para fazer sentido. Por isso é sempre interessante ter um bloco de papel e uma caneta ou lápis ao lado da cama para se anotar com o máximo de precisão os sonhos. Algumas pessoas, quando tem um sonho vívido, acabam por acreditar que o que viram em sonho realmente aconteceu. São pessoas que não entendem que devem aprender a separar o sonho da realidade, e entender que nesse processo não basta ter o sonho, mas que deve interpretá-los.

O ser humano possui algo como um sexto sentido que o deixa antenado para as energias que estão em constante movimento. Esse sexto sentido mexe com as sensações em maior ou menor grau, o que permite que algumas pessoas possam experimentar uma alteração da energia no momento anterior a um evento que seja importante. Isso acontece com todas as pessoas. No que diz respeito ao estudante da Arte, principalmente aos que estão no início do caminho, existem diversos exercícios que buscam ativar a sensibilidade que permite captar as energias que estão ao redor. Em post futuro estarei descrevendo vários desses exercícios que pretendem facilitar a quem busca conhecimento. Uma das coisas que pode, de certa maneira, provocar determinados tipos de sonhos é o desejo. O desejo é um dos requisitos básicos para o estudante de qualquer tipo e forma de Magia, pois trabalha a conexão com as Energias Universais que sempre trabalha a favor de quem a pratica.

Existem centenas de livros que trazem interpretações de sonhos. O problema desses livros é que são direcionados a restritos a um fato específico, e não à interpretação do sonho como um todo. Por exemplo, se a pessoa tem um sonho relativamente longo, e nele se vê perdendo os dentes, seja por que motivo for, a própria pessoa descarta os detalhes e procura nos livros o significado da perda dos dentes. Como nos livros perder os dentes significa morte em família, a pessoa pode entrar em uma energia que se torna perigosa. Quando se analisa um sonho detalhadamente, as mensagens que ele passa se tornam mais claras e, muitas vezes, mostra a solução de um problema que possa estar barrando o caminho, ou mesmo qual caminho deve ser seguido para que uma decisão seja tomada a contento do objetivo.

Para quem deseja um maior conhecimento sobre o assunto, existem dezenas de livros que ensinam as técnicas interpretativas ou os exercícios necessários para que o caminho seja trilhado de forma consciente e bem estruturado.