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Princípios da Crença

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Não devemos nos sentir limitados por tradições ou culturas diferentes, pois não devemos lealdade a qualquer pessoa ou poder que se considere maior que a Divindade que se encontra dentro de nós mesmos. Devemos o devido respeito a todas tradições e seus ensinamentos, principalmente aquelas que tenham na Vida sua meta de aprendizado. Não buscamos simplesmente o poder, ou utilizamos práticas contraditórias aos princípios Wiccanos. Não se deve negar participação a qualquer pessoa que esteja sinceramente interessada em conhecimento e crenças, a despeito de raça, cor, sexo, idade, origem cultural ou nacional, ou preferência sexual. Pedimos a aqueles que buscam identificar-se que aceitem esses princípios básicos:

  • Praticamos ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das forças vitais, marcadas pelas fases da Lua e aos feriados sazonais.
  • Reconhecemos que nosso conhecimento nos dá uma responsabilidade única em relação a nosso meio ambiente. Buscamos viver em harmonia com a Natureza, em equilíbrio ecológico, oferecendo completa satisfação à vida e à consciência, dentro de um conceito evolucionário.
  • Damos crédito a uma profundidade de poder muito maior que é aparente a uma pessoa normal. Por ser tão maior que ordinário, é às vezes chamado de “sobrenatural”, mas nós o vemos como algo naturalmente potencial a todos.
  • Vemos o Poder Criativo do Universo como algo que se manifesta através da Polaridade – como masculino e feminino – e que ao mesmo tempo vive dentro de todos nós, funcionando através da interação das mesmas polaridades masculina e feminina. Não valorizamos um acima do outro, sabendo serem complementares. Valorizamos a sexualidade como prazer, como o símbolo e incorporação da Vida, e como uma das fontes de energias usadas em práticas mágicas e ritos religiosos.
  • Reconhecemos os mundos exterior e interior, ou mundos psicológicos – às vezes conhecidos como Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, etc. – e vemos na interação de tais dimensões a base de fenômenos paranormais e exercício mágico. Não negligenciamos qualquer das dimensões, vendo-as como necessárias para nossa realização.
  • Vemos religião, mágica, e sabedoria como sendo unidas na maneira em que se vê o mundo e vive nele – uma visão de mundo e filosofia de vida, que identificamos como Bruxaria ou o Caminho Wiccano.
  • Chamar-se “Bruxo” não faz um Bruxo – assim como a hereditariedade, ou a coleção de títulos, graus e iniciações. Um Bruxo busca controlar as forças interiores, que tornam a vida possível, de modo a viver sabiamente e bem, sem danos a outros e em harmonia com a Natureza.
  • Reconhecemos que é a afirmação e satisfação da vida, em uma continuação de evolução e desenvolvimento da consciência, que dá significado ao Universo que conhecemos, e a nosso papel pessoal dentro do mesmo.
  • Como Bruxos, não nos sentimos ameaçados por debates a respeito da História da Arte, das origens de vários termos, da legitimidade de vários aspectos de diferentes tradições.
  • Não aceitamos o conceito de “mal absoluto”, nem adoramos qualquer entidade conhecida como “Satã” ou “o Demônio” como defendido pela Tradição Cristã. Não buscamos poder através do sofrimento de outros, nem aceitamos o conceito de que benefícios pessoais só possam ser alcançados através da negação de outros.
  • Trabalhamos dentro da Natureza para aquilo que é positivo para nossa saúde e bem-estar.