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Sonhos

Todas as pessoas já tiveram algum tipo de sonho. Em alguns casos, mesmo pessoas comuns, já tiveram sonhos premonitórios. Prever o futuro, poder com isso ajudar as pessoas e a si mesmo não pode ser algo sem importância. É algo complexo e que poucos conseguem. Tê-los propositalmente, sem ser forçado, de forma natural, é um dos objetivos do Bruxo. Deve-se ter em mente que os sonhos reveladores nunca surgem sem motivos. Esses sonhos são normalmente um aviso para que você tentar evitar que um determinado fato ocorra, mesmo contrariando o destino. Os sonhos, mesmo os premonitórios, nunca vêm exatos ou da forma como o fato irá acontecer realmente. Ou falta um certo detalhe, ou outro vem distorcido de alguma maneira. Essa é a razão básica de não acreditarmos em tudo que vemos (ou vivemos) no sonho. Devemos aprender a separar o viável do inviável, o principal do secundário. Basicamente não basta apenas ter os sonhos, deve-se saber como interpretá-los.

Existem diversas maneiras de sabermos que algo vai acontecer ou está acontecendo. Uma delas é através das nossas sensações. É relativamente comum ouvir relato de pessoas (nem sempre bruxas), que experimentaram algum tipo de mal-estar antes de um acidente qualquer com alguém de quem gostava. Na maioria das vezes, isso ocorre de uma forma natural e esporádica. Já o estudante da Magia deve buscar ativar sua sensibilidade para conseguir obter esse tipo de revelação, captar as energias do ambiente. Uma das maneiras para se conseguir isso, é fortalecendo sua aura e sua concentração através de exercícios de meditação, de concentração e de magias para o crescimento espiritual. Mesmo assim você deverá ficar atento às energias do ambiente. Para captar as energias de alguém que está longe você precisa imaginar-se perto da pessoa e essa pessoa (mesmo não sendo bruxo/a) sentirá você ao seu lado e enviará uma resposta. Para tanto é necessária uma grande concentração, que só vem com a prática.

Existe ainda a telepatia, com princípios similares, mas que é uma coisa completamente diferente. Na telepatia é necessário uma maior conexão entre as pessoas e a resposta não vem através de sensações e sim de mensagens claras, como se comunicando verbal e pessoalmente com a pessoa em questão. O procedimento é quase o mesmo: concentrar-se na pessoa e enviar a mensagem. Torna-se mais fácil se ambas estiverem em um mesmo nível de concentração, mas não é impossível mandar uma mensagem e a outra pessoa receber em um estado de sono ou desligamento. O nível de dificuldade encontrado é diretamente relacionado ao nível de concentração. Um outro tipo de sonho é aquele que ocorre pelo desejo de que algo aconteça. Quando se deseja algo com força e fé cria-se um elo com as forças do Universo, e ele conspira para sua realização. Nesse caso, o sonho vem como uma confirmação do desejo. O único cuidado que se deve ter vem da ilusão, já que o sonho representa a sua vontade. Você saberá distinguir um do outro pela forma em que você aparece nele: se aparece feliz é apenas a sua vontade, mas se você aparece como se o fato fosse normal, ou nem aparece é uma confirmação.

Em alguns livros de interpretação de sonhos, você encontra, por exemplo, que sonhar com uma cobra significa traição. Nada mais incorreto, pois os sonhos, por mais misteriosos que sejam, devem ser claros, diretos e que assim que se acordasse, saberiam do que se tratava. A alma revela o futuro do jeito que ela o conhece. A alma é Universal, mas os detalhes são diferentes. O mundo será a maneira que ele aparecerá nos seus sonhos. É seu trabalho descobrir com o que aquele sonho está associado. Existem algumas técnicas que devem ser interpretadas para nos levar além dos pensamentos para descobri-lo.

Entre as propriedades do sonho mencionem-se:

  • a facilidade com que ele é esquecido, tão logo ocorre o retorno à vigília;
  • o predomínio das imagens e, em particular, das imagens visuais sobre os elementos de natureza conceitual, caracterizando-se, assim, o sonho como expressão de processo regressivo;
  • seu conteúdo significativo redigido em nível metafórico e impondo trabalho de interpretação;
  • sua natureza hipermnésica, no sentido de que nele se mobilizam experiências inacessíveis à evocação quando em estado de vigília.

Pela psicanálise, Freud distinguiu, no sonho, o conteúdo manifesto e o conteúdo latente, isto é, as ideias oníricas encobertas. O conteúdo manifesto é o sonho tal como relatado. O conteúdo latente é o seu sentido oculto que justifica o processamento da análise interpretativa. Os pensamentos latentes e o conteúdo manifesto do sonho aparecem como dois relatos dos mesmos fatos, em línguas diferentes ou em níveis diversos. O conteúdo manifesto se revela como espécie de forma critica dos pensamentos latentes montada através do que Freud denominou “trabalho do sonho”. Seu desvelamento é a tarefa da técnica hermenêutica.

Freud distingue cinco mecanismos mobilizados na construção do sonho. São eles:

  • a condensação,
  • a dramatização,
  • o simbolismo,
  • o deslocamento e
  • a elaboração secundária.

Por condensação se entende o processo segundo o qual o conteúdo latente se expressa sinteticamente do conteúdo manifesto. “O sonho”, diz Freud, “é breve, lacônico, pobre, quando comparado à amplitude e à riqueza das ideias oníricas latentes”. Freud ainda explica a condensação através do fato de que as imagens que compõem o conteúdo manifesto são super determinadas, isto é, dependem de várias causas latentes e não de uma só. Por deslocamento se entende o processo pelo qual a carga efetiva se destaca do seu objeto normal para fixar-se num objeto acessório. Com isso, o objeto por ela inicialmente impregnado perde a condição de evocabilidade. Converte-se em objeto neutro. A dramatização consiste no processo através do qual os conteúdos conceituais são substituídos por imagens visuais. Graças a ela, o sonho não se constrói à base de palavras. Estas, quando aparecem, são irrelevantes. É essa a razão pela qual se conceitua o sonho como processo regressivo.

A simbolização se distingue da dramatização por dois caracteres fundamentais. Em primeiro lugar, enquanto a dramatização parte do abstrato para o concreto, do conceito para a imagem, a simbolização parte do concreto para o concreto, da imagem para outra imagem. Em segundo lugar, a relação do significado com o sinal é estritamente individual na dramatização; na simbolização, o processo é constante de um indivíduo para outro, ou seja, é universal. O mecanismo de formação de símbolos é mais próximo do deslocamento do que da dramatização. Para Freud, a simbolização depende, essencialmente, da censura. Nenhuma outra razão explicaria o recurso à metáfora.

Finalmente a elaboração secundária se revela como o processo pelo qual, à medida que se aproxima a vigília, se introduz nas produções oníricas uma lógica mais ou menos artificial, que visa a preparar o reajuste do indivíduo às condições da realidade.

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