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Deuses Greco-Romanos – Parte 07


Scath

Os nomes pelos quais esta deusa é mais conhecida são: Scathach, Scota, Scatha e Scath. É cultuada na Irlanda e na Escócia como sendo “The Shadowy One” (A Sombria) e “She who strikes the fear” (Aquela que detona o medo). Deusa do Mundo Inferior e senhora da Terra de Scath, representa a Deusa em seu aspecto destruidor. Tem domínio sobre a cura, a profecia e é a padroeira dos ferreiros e das artes marciais. É associada à Lua Negra (Lilith), tempo de escuridão (Lua Nova) no céu.

Conta a lenda que Scath era uma guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, na Ilha de Skye – a ilha em forma de pássaro – e que era mestra de artes marciais. Teria ensinado estas artes a Cuchulainn, de quem também teria sido amante, assim como sua irmã Uathach (conhecida como “A Verdadeiramente Terrível”). Os ferreiros eram tidos em alta conta na estrutura social celta, pois ao serem enviados por um ano e um dia para aprender a arte da forja de armas variadas na Ilha de Skye, também aprendiam com Scath a encantar estas armas e torná-las imbatíveis, além de aprenderem a magia da cura e da profecia.

Scath é descrita como sendo guerreira e sedutora, de cabelos vermelhos, sensual como a mistura de couro e cordões, seda e metal. Alguns estudiosos da mitologia nórdica consideram que Scath seria Skadi, a irmã gêmea de Freyja em seu “lado escuro”, ou seja, a Deusa da Morte que cuidaria das almas recolhidas por sua irmã Freyja nos campos de batalha. Mas há muitas controvérsias sobre esta associação, apesar da coincidência entre ambas terem uma irmã “terrível” e serem mestras e amantes dos grandes guerreiros de cada uma das mitologias (celta e nórdica).

O Fio de Ariadne – Um Caminho para a Luz

Texto de C.C.A da Loja Cavaleiros do Hermon 335

O labirinto no qual tantas vezes o ser humano se vê enredado obedece à falta de conhecimentos sobre as causas que o levaram às difíceis situações da vida e a falta de uma adequada capacitação no sentido de solucioná-las. Os problemas de toda índole que se sucedem – profissionais, familiares, econômicos, espirituais – se por um lado configuram a prova ou o obstáculo a ser transposto; por outro, além de se constituir martírios intermináveis, induzem o indivíduo a refletir que não possui as condições necessárias para transpô-los; o fio condutor que o livrasse do labirinto em que se encontra.

Na mitologia grega, a bela Ariadne salva o herói Teseu, preso no Labirinto, depois de ter aniquilado o terrível Minotauro, dando-lhe um fio que lhe permitisse encontrar o caminho de volta para a luz, para fora da obscuridade terrível em que se encontrava. As obscuridades dos pensamentos-problema diversos que o homem vive têm uma estreita relação com o Labirinto, o palácio do rei Minos da ilha de Creta, exuberante e portentosa construção da qual ninguém conseguia sair sem o guia que conhecesse a fundo aqueles meandros.

O Minotauro, meio-homem, meio-fera, era o devorador daqueles que se perdiam nos tortuosos caminhos da maravilhosa construção. O fio de Ariadne representa o auxílio salvador, o caminho para a luz. Infelizmente, o ser humano tem esperado que outros resolvam os seus problemas sem atinar que o fio condutor, o caminho para a luz, pudesse estar nele mesmo, em sua natureza inteligente, sensível e espiritual. Isso não significa que não necessite da ajuda e da orientação de quem, como o guia, pudesse lhe mostrar o caminho a percorrer para salvar-se do destino terrível dos que sucumbem ao enfrentar o homem-fera que carregam dentro de si.

O fio de Ariadne – o conhecimento do caminho de volta da obscuridade para a luz – é acessível a toda a alma humana que aspire, firmemente, despojar-se de velhas idéias e preconceitos seculares, para iniciar-se nos caminhos da evolução e do aperfeiçoamento individual.

O Mundo Inferior

Eventualmente, Ulisses foi lembrado por alguns dos companheiros que talvez fosse tempo de se pensar em Ítaca. Circe avisou-o que antes de zarpar para casa deveria primeiro visitar o Mundo Inferior (ou reino dos mortos) para consultar o profeta tebano Tirésias: apenas Tirésias poderia dar-lhe instruções para seu retomo. Assim, Ulisses velejou com seu navio através do Rio de Oceano e atracou o barco perto do bosque de choupos de Perséfone. Lá na margem, cavou uma vala na qual colocou libações aos mortos, compostas de mel, água, leite e vinho; sobre a vala cortou a garganta de um carneiro e de uma ovelha negra.

Atraídos pelo cheiro de sangue, as almas dos mortos surgiram para beber, mas Ulisses sacou sua espada e os manteve a distância, esperando pelo aparecimento da alma de Tirésias. O primeiro a aparecer foi um elemento de sua tripulação, Elpenor, que tinha caído do teto da casa da Circe onde estava dormindo na manha da partida e o qual, na ânsia dos outros em partir, tinha ficado sem enterro nem velório; Ulisses prometeu resolver este caso assim que possível. Quando Tirésias apareceu. Ulisses o deixou beber o sangue, e o profeta então disse-lhe que havia uma boa possibilidade para seu retorno a salvo para casa, mas deveria certificar-se em não pilhar o Rebanho do Sol na ilha de Trinácia; também o alertou sobre a situação que encontraria em Ítaca, onde pretendentes astutos estavam cercando sua fiel esposa Penélope .

Após ter ouvido o que Tirésias poderia contar-lhe, Ulisses deixou outras almas se aproximarem e beber o sangue, o que lhes possibilitou conversar com Ulisses. A primeira que surgiu era sua velha mãe, que relatou-lhe como tinha morrido e fez um triste relato do estado lamentável de seu pai Laerte e os bravos esforços de Penélope para repelir seus pretendentes. Ulisses, tocado pelo pesar e desejando confortar tanto a si próprio como a sua mãe, tentou três vezes abraça-la, mas nas três vezes se desvaneceu entre seus braços e o deixou segurando o ar.

Outras heroínas aproximaram-se e conversaram, e a seguir veio Agamenon, que contou a Ulisses sobre sua morte sangrenta, confortando-o com a idéia que Penélope nunca agiria como Clitemnestra. Aquiles também se aproximou, e Ulisses saudou-o como o homem mais afortunado que já havia vivido, um poderoso príncipe entre os vivos e os mortos. Aquiles respondeu que preferiria ser um escravo vivo do que um rei morto, mas Ulisses o consolou com noticias das façanhas de seu filho Neoptóemo, e partiu feliz.

Durante esta visita Ulisses viu alguns dos famosos componentes do mundo dos mortos; Sísifo eternamente empurrando sua grande pedra montanha acima, com ela escorregando de volta assim que chegava ao topo; e Tântalo, enfiado até o pescoço dentro de uma pequena lagoa com água, a qual desaparecia quando se inclinava para bebê-la, com ramos de frutas pendentes sobre sua cabeça que sumiam quando ele tentava alcança-las. Ulisses queria ver mais, e encontrou o fantasma do poderoso Hércules, mas antes de poder encontrar outros heróis de gerações anteriores, foi assustado por uma grande onda de mortos que vieram aos milhares em sua direção e elevaram à sua volta seus brados lúgubres e dolorosos: em pânico, retornou ao navio, soltou as amarras e cruzou de volta ao mundo dos vivos.

As Sereias, Cila e Caribde

Ulisses retomou à ilha de Circe, e assim que Elpenor foi adequadamente sepultado, Circe deu a Ulisses mais instruções para a sua jornada e para prepara-lo para os males que ainda estavam por vir. O navio velejou primeiro para a Ilha das Sereias, terríveis criaturas com cabeças e vozes de mulheres, mas com corpos de pássaros, que existiam com o propósito de atrair marinheiros para as rochas de sua ilha com doces canções. Quando o barco se aproximou, uma calmaria mortal se abateu sobre o mar, e a tripulação utilizou os remos. De acordo com as instruções de Circe, Ulisses tampou os ouvidos da tripulação com cera, enquanto ele próprio foi amarrado ao mastro. de modo que pudesse passar a salvo pelo perigo e ainda ouvir a canção. Venha para perto, Ulisses, cantavam as Sereias. Ulisses gritou para seus homens para que o soltassem, mas remaram resolutamente para a frente, e o perigo acabou passando.

A próxima tarefa era navegar os dois locais perigosos de Cila e Caribde. Caribde era um terrível redemoinho, que alternativamente sugava e atirava para cima a água; os marinheiros prudentes que escolheram evita-lo, foram forçados a encontrar, ao invés, a igualmente terrível Cila. Cila ocultava-se numa caverna localizada no alto de um rochedo, disfarçada pela névoa e vapor de água dos vagalhões abaixo; possuía doze pés que balançavam no ar e seis pescoços, cada um equipado com uma monstruosa cabeça com três fileiras de dentes. Da sua caverna exigia urna faixa de vítimas humanas dos barcos que passavam abaixo. Ulisses, alertado por Circe, decidiu não contar a seus marinheiros sobre Cila; passando mais ao largo possível de Caridbe, eles passaram diretamente abaixo do rochedo de Cila, e, apesar de Ulisses estar armado e preparado para lutar com ela pela vida da tripulação, conseguiu escapar de sua vigilância e teve sucesso em arrebatar seis vítimas aos berros.

Rebanho do Sol

A seguir, o navio aproximou-se da ilha de Trinácia, um local de pasto farto onde mantinha seu rebanho do gado gordo. Ulisses tinha sido alertado tanto por Circe como por Tiréias que, se esperava alcançar Ítaca vivo, deveria evitar este local e, a qualquer custo, não tocar neste gado. Explicou Isto a seus homens, mas, cansados e deprimidos pela perda de mais seis camaradas, insistiram em lançar âcora e passar a noite na praia. Deparando-se com um motim, Ulisses tinha poucas opções além de concordar, mas os fez jurar que deixariam o gado em paz. Naquela noite formou-se uma tempestade, e por todo um mês o vento soprou do sul, sendo impossível continuarem sua viagem.

Enquanto possuíam as provisões que Circe tinha lhes dado, os homens mantiveram sua promessa e não tocaram no gado. Mas sua comida acabou por terminar e, movidos pela fome, aproveitaram a oportunidade de uma ausência temporária de Ulisses para abater alguns dos mais belos exemplares do rebanho; consideravam que se os sacrificassem em honra dos deuses, os deuses dificilmente ficariam irados. Ulisses retomou sentindo o odor da carne assada; repreensão era inútil, pois o mal estava feito, e os deuses estavam determinados a vingar o crime. Quando a carne terminou, o vento amainou, assim o navio pode zarpar; mas nem bem estava no mar quando uma terrível borrasca surgiu e o barco foi primeiramente esmagado pela força das ondas, e a seguir feito em pedaços por um raio. Toda a tripulação se perdeu, salvo o próprio Ulisses, que conseguiu agarrar-se aos destroços do mastro e quilha, no qual permaneceu por dez dias até que foi jogado nas areias da ilha de Pgigia, morada da linda ninfa Calipso.

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